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Torres

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Praia da Guarita, um dos pontos turísticos mais característicos de Torres.

Torres é uma cidade litorânea do Rio Grande do Sul, na região Sul do Brasil. Está localizada perto da divisa com Santa Catarina.

Entenda[editar]

Torres é uma das mais antigas povoações do estado do Rio Grande do Sul. O local era habitado por indígenas desde tempos remotos, e foi ocupado pelos colonizadores portugueses desde o século XVII, que passaram a utilizar os caminhos abertos pelos índios. Sua localização, encravada numa estreita planície litorânea, tendo as escarpas da Serra Geral ao fundo, a tornava passagem obrigatória para os tropeiros que vinham do norte e se dirigiam aos campos do pampa para caçar os rebanhos de gado livres que lá habitavam, se não quisessem usar a passagem dos Campos de Cima da Serra. Muitos deles se fixaram na região, dando início ao povoamento. Sua localização também a tornou um ponto militar estratégico para o controle desta passagem. No século XVIII foi erguida um pequena fortificação sobre um dos morros que se elevam à beira-mar, e no início do século XIX foi fundada a Igreja de São Domingos, em cujo entorno a cidade de formou, recebendo imigrantes italianos e alemães e desenvolvendo uma economia de subsistência. No entanto, seu progresso foi moroso, e somente no início do século XX é que a cidade descobriu seu potencial turístico, explorando seus belos cenários e suas boas praias para banho, que até hoje atraem centenas de milhares de visitantes e veranistas todos os anos.

Chegar[editar]

O principal acesso a Torres é rodoviário, através da BR-116 ou da Estrada do Mar, a RS-389. Os ônibus intermunicipais são recebidos na Estação Rodoviária de Torres, que oferece passagens para grande parte dos municípios do estado e outros de Santa Catarina. Há um pequeno aeroporto, mas seu uso é limitado a aeronaves particulares, escola de aviação e serviços de taxi-aéreo e voos de pequena carga, e não tem linhas regulares.

Veja[editar]

Igreja de São Domingos.
  • (ao lado da Igreja de São Domingos). A mais antiga habitação de Torres, e uma das poucas da época de fundação que sobreviveram.
  • . Outra da raras residências do século XIX que ainda restam.
  • . A mais antiga da cidade, construída no início do século XIX em estilo colonial português, é uma edificação singela mas de grande importância histórica, tendo sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Seu interior também é despojado, mas possui uma ornamentação rústica entalhada em madeira de grande interesse e sabor popular. Em seus altares há estatuária antiga, destacando-se duas imagens de grande porte, uma de Jesus e outra da Virgem Maria, e o crucifixo do altar-mor. A do padroeiro, São Domingos, foi doada pelo Imperador Dom Pedro I, quando esteve na cidade de passagem. Duas outras importantes estátuas conservadas na Igreja são processionais, têm tamanho natural e representam o Senhor Morto e o Senhor dos Passos. Atualmente (2013) a Igreja está interditada para restauro e não pode ser visitada.
  • . Uma área de preservação natural criada entre a Praia da Cal e a Paria da Guarita, e envolvendo o Morro das Furnas, com um trecho aberto à visitação. O Parque preserva ecossistemas costeiros típicos do litoral norte do estado. A Prefeitura mantém um programa de visitas guiadas através de várias trilhas. Também no Parque está sendo instalado um museu interativo, com objetos arqueológicos e aquários com exemplares vivos da fauna marítima da região.

Faça[editar]

Parapente no Morro do Farol.
  • Sendo a única praia do estado que possui um relevo fortemente acidentado, a paisagem de Torres é o seu principal atrativo, e é melhor apreciada em passeios a pé, embora as bicicletas também sejam uma boa opção. A orla marítima é adornada por vários morros, de onde é possível obter uma visão panorâmica de toda a região em torno. São três os principais, que valem uma visita: o Morro do Farol, o Morro das Furnas e o Morro da Guarita, também chamado de "torre", e que deu assim o nome à cidade. Os morros não possuem grande altitude, têm acesso fácil, salvo o da Guarita, e podem ser visitados sem grande esforço numa única caminhada, embora para os menos preparados possa ser necessário períodos de descanso, já que eles se encontram em um trecho de cerca de 2 km. Entre eles se estendem várias praias arenosas, das quais a mais frequentada é a Praia Grande, junto ao centro urbano.
  • Banhos. No verão os banhos de mar fazem a alegria de milhares de turistas e veranistas regulares, embora as águas não sejam muito quentes, salvo em poucos dias esparsos ao longo do veraneio. Mas para quem gosta de condições mais agrestes, o inverno também oferece muitos dias em que o banho é possível, e o clima mais frio o torna revigorante. Caminhadas à beira mar durante o inverno, quando sopra o gélido vento sul ou o implacável "Nordestão", também são atraentes à sua maneira.
  • Passeio de barco para a Ilha dos Lobos. A única ilha marítima do estado é uma pequena formação rochosa que foi declarada área de preservação natural, sendo ponto de descanso para lobos-marinhos durante o inverno. O desembarque é proibido, mas barcos turísticos, que saem dos ancoradouros do rio Mampituba, fazem um passeio pelas proximidades e ao longo do litoral, oferecendo uma visão privilegiada da cidade.
  • Voo de parapente, realizado nos morros por um grupo de aficionados que oferecem aos turistas um serviço de voos de dupla dirigidos por um praticante experiente.
  • Se você é surfista, seja amador ou profissional, vai encontrar nas ondas de Torres diversão e desafios. A prática do esporte é livre dentro de áreas delimitadas, e vários campeonatos ocorrem todos os anos. Outros esportes aquáticos também são favorecidos pela existência do mar e de um rio, como o jet-ski, a canoagem, o windsurf, por exemplo.

Eventos[editar]

  • . Um dos principais festivais do mundo em seu gênero, atrai cem mil visitantes todos os anos. Sua data de realização é móvel, mas ocorre entre abril e maio.

Compre[editar]

Torres tem um comércio modesto, concentrado em torno da praça XV de Novembro e da avenida Castelo Branco. Há um pouco de tudo, desde artesanato, souvenirs, roupas, eletrodomésticos e feiras de camelôs até lojas de sofisticados artigos de decoração e objetos de arte, mas as opções são limitadas.

Coma[editar]

Os dois restaurantes mais tradicionais de Torres são o Furninha, no hotel de mesmo nome, no centro, e o Cantinho do Pescador, junto à barra do rio Mampituba, com vista para o rio. Ambos têm cardápio variado e farto, com ênfase em frutos do mar. Ao longo do rio em anos recentes abriram vários restaurantes, alguns mais sofisticados do que os dois citados, embora o público sempre acabe se concentrando no Cantinho do Pescador. No centro também há restaurantes mais populares, rodízios, pizzarias, lancherias e churrascarias. Para quem quer fazer uma pausa agradável enquanto visita o centro e suas lojas, há alguns cafés com mesas de rua, que oferecem várias opções da bebida, sucos e pequenos lanches.

Durma[editar]

Graças à sua vocação turística, Torres está bem provida de hotéis de vários tipos e categorias, desde pensões e hotéis-fazenda até estabelecimentos convencionais de padrão até 4 estrelas. O hotel mais tradicional da cidade é o Farol, um dos mais antigos, localizado na Rua José Picoral, 240. Outras boas opções são o Hotel Sesc-Torres, na rua Plínio Kroeff 465, e o Hotel Furninha, na rua Joaquim Porto, 281.

Partir[editar]

Rotas por Torres
OsórioMaquiné  S noframe N  SombrioCriciúma


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