Novo Hamburgo

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Novo Hamburgo é uma cidade do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Entenda[editar]

Antes da chegada dos primeiros europeus à região, no século XVI, a mesma era habitada por índios carijós. As primeiras povoações permanentes de Novo Hamburgo datam do século XVIII, quando portugueses, sendo maioritariamente imigrantes açorianos se instalaram na parte noroeste da cidade, no bairro hoje conhecido como Rincão dos Ilhéus, ou simplesmente Rincão. Em 25 de Julho de 1824, os imigrantes alemães começaram a chegar à Colônia de São Leopoldo e logo desenvolveram uma próspera sociedade rural na região do Vale dos Sinos. Pouco depois, começaram a aparecer pequenos núcleos urbanos nas colônias. Um deles ficava na área de Hamburger Berg (que hoje é o bairro Hamburgo Velho), a partir de onde se originou a Novo Hamburgo atual.

O movimento emancipacionista começou a se delinear no início dos anos 1920. A Liga Pró-vilamento, formada em 1926 por várias importantes personalidades da cidade, foi recebida pelo governador do estado e, em 5 de abril de 1927, houve a emancipação do município, sendo Leopoldo Petry o primeiro intendente de Novo Hamburgo.

Após a emancipação, a industrialização do município se acelerou, tornando-se um dos polos econômicos do Vale do Sinos. A economia de Novo Hamburgo nasceu e desenvolveu com a indústria do calçado. Foi uma fase muito rápida, persistente e organizada, sendo reconhecida como a "Capital Nacional do Calçado". Por causa disso, surgiu o chamado setor coureiro-calçadista formado por curtumes, indústrias químicas, componentes para calçados, indústria metalúrgica e componentes eletrônicos, aparecendo ainda o setor de plástico e o metal-mecânico que começam a fazer parte na economia do município.

A preponderância coureiro-calçadista, com forte caráter exportador, na economia permaneceu até o início da década de 1990, quando uma forte crise econômica na região forçou uma diversificação econômica. A situação foi agravada com a concorrência chinesa nos mercados internacionais e, a partir do ano de 2003, pela valorização do Real que levou ao fechamento de diversos curtumes e fábricas de calçados e à demissão de milhares de pessoas.

Hoje Novo Hamburgo começa a desfrutar uma nova fase de diversificação industrial, com incentivos fiscais para a instalação de novas indústrias, facilitando sua implantação e abrindo a porta para novas atividades. O município já tem indústrias farmacêuticas, de vestuário, cosméticos, móveis, eletrodomésticos, gráficas de última geração, informática, química, construção civil, carrocerias, alimentos, entre outras.

O crescimento trazido pelo calçado atraiu inúmeros imigrantes, inchando a cidade a partir da década de 1960 e originando a maior parte dos problemas sociais, dada a incapacidade dos governantes de acomodar a todos adequadamente. Embora a crise dos anos 1990 tenha estancado o crescimento populacional hamburguense, agudizou os problemas mais graves da cidade como favelização, transporte insuficiente e deficiências na infraestrutura. Atualmente, a cidade possui um dos edifícios mais altos do Rio Grande do Sul, o Residencial Sunset, situado no alto do bairro Hamburgo Velho, com 28 andares, assim como o Porto Brasil, no bairro Vila Rosa, também com 28 andares.

Distante 40 quilômetros da capital Porto Alegre, Novo Hamburgo pertence á Região Metropolitana de Porto Alegre e faz limites com os municípios de São Leopoldo, Estância Velha, Ivoti, Dois Irmãos, Sapiranga, Campo Bom e Gravataí. Tem uma área total de 223,6 km² e conta com 238.940 habitantes. Está a 57m acima do nível do mar, e possui clima subtropical, apresentando temperaturas entre -2°C e 40°C, com média anual de 19°C.

Banhada pelo Rio dos Sinos, a cidade fica a caminho da Serra Gaúcha e é uma das 14 integrantes da Rota Romântica.

Chegar[editar]

Estações do TRENSURB de Grande Porto Alegre

De carro[editar]

A principal via de acesso a Novo Hamburgo é a BR-116. A cidade também conta com a rodovia RS-239, que faz a ligação de Novo Hamburgo a Riozinho.

De Trensurb[editar]

Vindo de Porto Alegre também é possível acessar a cidade através da linha 1 do Trensurb. O tempo total do trajeto Estação Mercado-Novo Hamburgo é de aproximadamente 53 minutos.

De ônibus[editar]

Há diversas linhas de ônibus que levam à Novo Hamburgo, partindo de todas as cidades próximas, com diversos horários.

Veja[editar]

Novo Hamburgo apresenta razoável quantidade de exemplares arquitetônicos históricos.

No centro histórico, localizado no bairro Hamburgo Velho, ainda podem ser encontradas algumas edificações construídas na técnica enxaimel, como o atual Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser (primeiro exemplar da técnica tombado pelo IPHAN no Brasil), a Casa Kayser e a Casa Ody (trata-se de uma réplica da original, já demolida).

Existem ainda as obras do arquiteto alemão Ernst Seubert, posteriores a esta etapa construtiva. Entre as conhecidas, estão a Igreja dos Reis Magos (IECLB), a Igreja Nossa Senhora da Piedade, a antiga Padaria Reiss, a Casa Schmitt ("Casa Rosa"), entre outras. Destacam-se ainda, o prédio neoclássico da Fundação Scheffel, o art déco do antigo Bar Olá Maracanã, no encontro das Ruas General Daltro Filho e Maurício Cardoso, a Casa Pittanti, entre outras.

Ligando o Centro Histórico ao atual Centro da cidade, existe um corredor histórico-cultural. Trata-se da Rua General Osório, ao longo da qual encontram-se dezenas de prédios históricos de diversas épocas. Destacam-se neste corredor, o prédio do Colégio Santa Catarina, o prédio da antiga Sociedade Frohsin (atualmente GSFM), projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn, as casas das famílias Richter, Klein, Momberger, Snel, Grünn; o antigo Posto Engel, entre outras. Esta rua é reconhecida pelo Plano Diretor do Município como área de interesse histórico-cultural.

No bairro Centro, destacam-se a Basílica São Luís Gonzaga e a Igreja Evangélica Luterana da Ascensão, ambas construções historicistas da década de 1950. A segunda segue o estilo neogótico, com formas puras do gótico original, algo já incomum para esta época tão recente.

A cidade apresenta ainda alguns interessantes exemplares do modernismo, principalmente residências construídas a partir das décadas de 1950-1960. No distrito de Lomba Grande, existe significativo patrimônio, ainda não reconhecido e devidamente inventariado. A Rua João Aloísio Allgayer, no entanto, também é considerada um corredor de interesse cultural no Plano Diretor.

Compre[editar]

Coma[editar]

Beba e saia[editar]

Durma[editar]

Partir[editar]

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