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Cusco

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Muralhas das ruínas de Sacsayhuamán
Plaza de Armas em Cuzco

Cusco (também grafada Cuzco; Qusqu no idioma quíchua) [1] é uma cidade histórica do Peru e o principal ponto de partida para explorar as ruínas incas de Machu Picchu.

Chegar[editar]

Chegando em Cusco e ao hotel, descanse por pelo menos uma hora para diminuir os sintomas do "mal das alturas" (soroche). Cada pessoa tem sintomas diferentes, não se assuste com relatos de mal estar terríveis, muitas pessoas não sentem nada, outras ficam um pouco tontas e algumas sentem náuseas. Apesar de não haver evidências científicas que comprovem a eficácia, a população local garante que tomar um chá de coca ou mascar as folhas secas pode ajudar. Os hotéis normalmente deixam à disposição dos clientes tanto o chá como as folhas.

De avião[editar]

O aeroporto de Cusco (CUZ), oficialmente chamado Aeropuerto Internacional Velasco Astete, fica a cerca de 6km (meia hora de carro) da Plaza de Armas. As principais companhias aéreas são Latam e Avianca. A companhia de vôos baixo-custo Viva Air também voa para Cusco de Lima - os preços chegam a serem mais baratos que passagens de ônibus, mas assegure-se de imprimir o cartão de embarque antes de chegar no aeroporto pois eles cobram s/50 por esse serviço.

Várias linhas de ônibus passam na avenida de acesso ao aeroporto, e a passagem custa s/0,80. De taxi, como em todo Peru, a tarifa deve ser negociada antes de entrar no carro e depende da sua habilidade de barganha: para uma corrida para a região turística da Plaza de Armas (incluindo San Blas e Santa Ana), s/15 é um preço razoável (Ago/2018).

De ônibus[editar]

A maioria dos ônibus de longa-distância chegam ao Terminal Terrestre, localizado a 4km da Plaza de Armas. Vários ônibus urbanos passam nas ruas próximas ao terminal, mas não exatamente em frente a ele - pergunte pelo paradero de micros a la Plaza de Armas (ponto de ônibus para a Plaza de Armas) que todos ajudam. A passagem custa s/0,80. De taxi para a região da Plaza de Armas, o preço comumente ofertado é s/8.

Faz frio em Cusco de manhã, então chegue com casacos.

Há várias categorias de serviço de ônibus (convencional, semi-leito, leito, etc) e os próprios peruanos tendem a só recomendar companhias mais luxuosas como Cruz del Sur, Tepsa, Movil Bus e Oltursa. No entanto, há muitas companhias, e o preço das passagens nas menos luxuosas costuma ficar entre s/2 e s/4 por hora de viagem. Existe uma tendência de ser mais barato comprar a passagem direto no terminal horas antes de viajar (mas não conte com isso durante datas festivas como Semana Santa, perto de 28/julho e Natal).

É comum haver refeições incluídas, e é muito comum que se passem filmes a todo volume durante toda a parte diurna da viagem.

Conexão com o Brasil por via terrestre[editar]

A rota mais simples é por Rio Branco (no Acre) via Puerto Maldonado, que na sua versão mais barata e direta leva 24h e custa R$ 62,50 + s/56 (ago/2018).

Da rodoviária de Rio Branco sai diariamente um ônibus às 6:00 que passa na fronteira (perto de Assis Brasil) às 13:40. A passagem custa R$ 62,50. Outra alternativa é pegar as lotações, taxis compartilhados que saem de um ponto em frente a Gameleira por R$ 110 por pessoa (esse preço inclui duas corridas: uma até Brasileia e outra daí até a fronteira). Note que a fronteira do Brasil só está aberta de 7:00 às 19:00.

Na fronteira do Brasil, não pegue taxi brasileiro (cobram R$ 5 por pessoa até Iñapari), espere chegarem as vans peruanas para Puerto Maldonado - elas param em Iñapari para que todos os passageiros passem na imigração peruana (aberta 24h). Em frente ao posto de imigração há várias casas de câmbio, essas casas tem a melhor cotação de reais para soles de todo o Peru (em um mesmo dia de 2018 quando a taxa interbank era R$ 1 = s/0,87, o negociado era s/0,80 em Iñapari, s/0,75 em Cusco e s/0,70 em Arequipa). Até Puerto Maldonado são 4h e s/25.

Chegando no ponto das vans em Puerto Maldonado, vários motocars (motocicletas triciclo) já estarão esperando passageiros. A corrida até a rodoviária custa entre s/3 e s/5 dependendo da sua capacidade de barganha.

Há muitos tipos de serviço de ônibus para Cusco. O mais barato tende a ser o econômico da empresa Civa ("EconoCiva") por s/25. A viagem dura 11h e vai pela Carretera Interoceanica que está em ótimo estado.

Cuidado com o soroche (mal de altitude)! Depois de passar por Quince Mil, a estrada começa a subir vertiginosamente e vai de 500m a 4.725m de elevação em apenas 2h. É altamente recomendado comprar remédio para soroche em Puerto Maldonado antes de embarcar. Os sintomas de soroche são dor de cabeça, cólica/vômito, suor frio e desorientação/perda de consciência.

Para voltar de Cusco a Rio Branco, as vans começam a sair de Puerto Maldonado em direção ao Brasil às 4:00. Leve em consideração que o ônibus de Assis Brasil para Rio Branco passa na fronteira às 15:30 e chega à rodoviária por volta de 22:15. Isso é tempo suficiente para pegar um ônibus urbano até o Terminal de Rio Branco e de lá pegar o último ônibus às 23:30 para o aeroporto, chegando nele cerca de meia-noite.

Circule[editar]

Há muitos táxis na cidade, geralmente uns carrinhos chamados Mini. Como não há taxímetro, os preços devem ser combinados previamente. Pergunte para o pessoal do hotel o preço normalmente cobrado para um determinado lugar. Se os taxistas quiserem cobrar mais, não entre no carro e diga que vai pegar outro, que eles logo aceitam a corrida pelo preço justo.

Veja[editar]

As principais atrações turísticas de Cusco e do Vale Sagrado somente podem ser visitadas comprando um passe chamado Boleto Turistico. Há 4 tipos, mas o mais abrangente dá direito a visitar 16 atrações em 10 dias e custa s/130. Se você for estudante e tiver menos de 26 anos, o preço é s/70 (eles não aceitam a carteira internacional de estudante ISIC, leve a da sua escola mesmo, ou a do bilhete único de São Paulo).

Em Cusco[editar]

  • A histórica Plaza de Armas marca o centro da cidade.
  • Basilica Catedral na Plaza de Armas (S/.25.00 adultos, compre na entrada).
  • Muralhas pré-incaicas, com uns 2000 anos.
  • Puma inca, formado pelas pedras de uma muralha.
  • Qorikancha, o nome do templo Inca sobre o qual foi construído o convento de Santo Domingo del Cusco (S/.10.00, compre na entrada).
  • Museo Inka, Av. Huayruropata 1223
  • Museu Taller Hilario Mendivil, Plazoleta San Blas 634, tel. (51-84) 22-6506

Fora da cidade[editar]

  • O sítio arqueológico de Sacsayhuamán (os guias dizem que a pronúncia é parecida com sexy woman), nos arredores da cidade é facilmente acessado por táxi ou mesmo lotação (por S/.1.00, a partir do Mercado). É preciso comprar ingresso para entrar no sítio, que não aceita pagamento com cartão de crédito.
  • Ollantaytambo, sítio arqueológico fora da cidade, no Vale Sagrado. Chega-se de ônibus ou no trem para Machu Picchu.
  • Ruínas de Q'enqo e Muyuorqo, próximas à Sacsayhuamán.
  • Maras Moray, a 50 Km de Cusco, local usado pelos incas para experiências agronômicas.

Faça[editar]

  • Trilha Inca, são três dias de caminhada, que exige algum preparo físico; pacotes à venda na cidade ou na internet. A entrada é restrita a 500 pessoas por dia (incluindo trabalhadores, guias e turistas) e a reserva precisa ser feitas com alguns meses de antecedência. A trilha é fechada em Fevereiro devido às chuvas.
  • Para quem não tem tempo ou fôlego, pode-se ir de trem (comboio) para Águas Calientes. O percurso é feito ao longo do Rio Urubamba (Valle Sagrado), entre montanhas, por um período de 4h. Chegando lá, é possível subir à montanha, de autocarro (ônibus), para uma visita ao Santuário de Machu Picchu e tirar a célebre foto das ruínas com a montanha Waina Picchu de fundo. A PeruRail tem três trens para Aguas Calientes/Machu Picchu, o Backpacker, mais barato, o Vistadome, um trem automotriz mais caro, e o Hiram Bingham, luxuoso e caríssimo (US$547,00). Há também saídas diárias para Puno, à beira do Lago Titicaca, a partir de uma outra estação. O Vista Dome é um trem com grandes janelas de vidro até o teto, mas só faz sentido se você for viajar de dia. Compre as passagens para Aguas Calientes/Machu Picchu diretamente na estação, bem cedo, umas 2h antes da partida do trem (que geralmente sai às 6h). As agências adoram dizer que passagens não existem, mas que eles "vão ver se conseguem" uma para você, e, claro, cobram bem mais por isso. Também é possível comprar antecipadamente pelo site da empresa que opera, retirando os tickets em Cusco, antes do embarque. É importante lembrar que o trem para Machu Picchu parte da estação de Poroy, que fica um pouco longe do centro histórico. Convém ter paciência, o sistema de trens não é 100% confiável, principalmente quanto ao cumprimento dos horários, por isso tome cuidado com os horários para não ter uma surpresa desagradável e acabar perdendo o voo de volta.

Compre[editar]

  • Tecidos
  • Jóias em prata
  • Artesanato em geral
  • Temperos típicos, como o ají, no Mercado Central

Sempre peça descontos. Fique atento, as lojas indicadas pelos guias e pelos funcionários dos hotéis costumam ter preços exorbitantes.

Coma[editar]

Há dezenas de opções para comer. Comida típica peruana (um perigo para quem tem estômago fraco devido aos condimentos fortíssimos), italiana, francesa, etc. Mas existem McDonald's (na Plaza de Armas), lanches (em carrinho ou lanchonetes) e até churrasco (numa versão local), mas a dupla frango e batata frita é a mais consumida. Existem casas especializadas nesta dupla: pollo y papa (frango e batata) que funciona assim: você pode pedir 1/8, 1/4 ou 1/2 frango (pollo) com as batatas fritas (papa), servidos com batatas-fritas e algum molho, tudo no mesmo prato. Os molhos normalmente são mostarda ou ainda de alguma erva. Não existe pimenta vermelha, somente pimenta do reino que inclusive, abusam dela. Sal você tem que por, pois a maioria dos pratos vem sem ou com muito pouco. Uma boa pedida é uma trucha (truta) com algum molho (salsa). Custa S/.15.00 e você come até cansar. Outra coisa interessante; normalmente vem uma sopa antes do prato principal (chamado de Segundo).

Perto da Plaza de Armas existem alguns restaurantes pequenos onde se paga S/.8.00 por uma refeição: entrada (um pastelzinho ou similar), sopa, prato do dia (frango, peixe, etc) e um copo de suco. Isso rebate bem a fome e custa barato. Uma outra opção boa e muito barata são os restaurantes vegetarianos, com comidas bastante saborosas. Há vários na Calle Santa Catalina Ancha, e na Calle San Andrés. As refeições em alguns dos restaurantes turísticos podem ser padronizadas demais; geralmente, as sopas servidas de entrada são aquelas de pacotinho, com seu gosto característico.

Os preços dos restaurantes da Plaza de Armas são bem mais altos, mas há boas opções, como o Limo (em 2012, em torno de S/.50.00 por pessoa) e sua infinita variedade de papas (batatas). O Ceviche de Trucha (truta marinada no suco de limão por alguns minutos) é muito bom, vale a pena tentar. Se gostar, volte mais tarde e peça o Leche de Tigre. Outro restaurante na Plaza de Armas é o “La Tasca” que serve um típico prato peruano chamado Lomo Saltado, entre outros. Outros pratos típicos sao: Cuy a la Plancha e Alpaca a la Plancha.

Beba e saia[editar]

Os beberrões que se preparem. Uma cerveja no Peru custa em torno de 3 dólares (9 Soles). A cerveja Cusqueña é uma das melhores, senão a melhor. Ela vem em botella (garrafa) de vários tamanhos, desde 300ml até 1L. Também são servidos em bares e boates jarras de 1 litro ou 1 litro e meio ao preço módico de S/.15.00.

Não se esqueça de que a cidade fica a 3500 m de altitude e a bebida pode ter um efeito mais forte que o normal, assim como a ressaca.

Para os turistas, a bebida mais comum nos hotéis é o chá de coca. É servido gratuitamente, em alguns casos, para amenizar o soroche (mal de altitude). Evite toma-lo à noite, pois inibe o sono.

Dentre os refrigerantes, destaca-se a Inca Cola e sua forte cor amarela, sabor tuti-fruti, cuja marca fora comprada pela Coca-Cola há muitos anos.

Uma boa dica é experimentar a "tradicionalíssima" Chicha Morada, que é uma bebida feita com Maiz (uma espécie de milho roxo), canela e limão. Sabor extremamente agradável e encontrada facilmente em todos restaurantes Peruanos.

Outra bebida típica encontrada nos restaurantes e bares é o Pisco, um destilado de uva. Podemos dizer que o Pisco é para o Peru o que a Cachaça é para os brasileiros, a "bebida nacional". Como qualquer destilado, obedeça ao "aprecie com moderação": o teor de álcool é elevado, parecido com o da cachaça. Experimente também o Pisco Sour, um coquetel parecido com uma "caipirinha" de Pisco.

Durma[editar]

Econômico[editar]

  • Hotel Emperor Plaza, Santa Catalina Ancha 377, tel. (51-84) 26-1733. Central, confortável.
  • Pirwa Posada del Corregidor[2], Plaza de Armas, 159, tel. (51-84) 23-2632. Central, confortável.

Médio[editar]

  • Libertador Hotel, com dois restaurantes, amplo espaço e equipe atenciosa. [3]

Esbanje[editar]

  • Hotel Monasterio, montado numa antiga edificação religiosa, esse luxuoso hotel oferece suítes com oxigênio equivalente ao encontrado ao nível do mar.

Partir[editar]

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